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domingo, 25 de novembro de 2012

Viagem a MG - 20.Dia - 25/11/2012 - Paraty (cachoeiras)

Após o café, saímos com o objetivo de conhecer algumas das cachoeiras da região de Paraty. Mas antes de nos dirigirmos para a estrada de Cunha, onde elas ficam concentradas, passamos pela praia do Pontal, que fica a esquerda do rio. O dia estava nublado, ameaçando chuva.
A praia do Pontal não é considerada própria  para  banho, pois fica ao lado do rio, onde, apesar de não ser dito claramente, esgotos são lançados. O cheiro também não é muito agradável.


Na praia do Pontal existem 3 Hostels, em dois deles o café é neste quioske
na beira da praia

O Paulo conversando
Da praia do Pontal, subimos o morro da Vila Velha, e fomos conhecer o Forte do Perpétuo Defensor.  Ele foi construído em 1703. Ele ainda preserva seu interior. Com o declínio do ciclo do ouro em Paraty, ele perdeu importância até 1822, quando foi reconstruído e recebeu o atual nome, em homenagem a D.Pedro I. Em 1957, já sem uso militar, foi transferido para a jurisdição do Ministério da Educação e Cultura.



Forte Perpétuo Defensor
Vista da Baía de Paraty a partir do Forte Perpétuo Defensor

Do outro lado do Morro da Vila Velha, fica a Praia de Jabaquara que junto com a do Pontal são as duas praia de Paraty junto a Vila. Também não considero que seja uma praia muito apropriada para o banho.




Da praia do Jabaquara, retornamos até o trevo de acesso na Br 101, e pegamos o acesso para Cunha. Esta estrada a partir do Km 12 está interditada, mas o o acesso as cachoeiras da Pedra Branca, Tarzã e Tobogã está localizado antes.
Andamos aproximadamente 4 ou 5 Km, e logo após a ponte, pegamos um desvio a direita, que nos levou até o Alambique Pedra Branca e um pouco mais adiante a Cachoeira Pedra Branca.

No alambique é possível experimentar os diversos tipos de cachaça, bem como adquirir produtos na loja. Desta vez não provamos nada, pois estávamos pilotando.



Após a Cachaça Pedra Branca, passamos pela Fazenda e Engenho Murycana, que possue também um alambique e restaurante, mas que cobra ingresso de R$ 5,00, com direito a degustação de mais de 30 tipos de cachaças. Como não pretendíamos degustar nenhuma, tiramos apenas algumas fotos na frente e continuamos até a cachoeira Pedra Branca.


Fazenda e Engenho Murycana
A cachoeira Pedra Branca, fica dentro da Fazenda Pedra Branca, que é propriedade particular. O ingresso para chegar até a cachoeira é de R$ 2,00. Os últimos 1500 metros da estrada até chegar na Fazenda é chão batido, com pedras e valetas e muito ruim. Teve uma parte em que minha moto escorregou de ré perto de 10 metros, de tão íngreme e irregular. Mas  cachoeira compensa o acesso.

Acesso a cachoeira dentro da Fazenda

Antiga usina hidrelétrica

Cachoeira Pedra Branca



Acesso

Voltamos até o primeiro desvio que tinha nos levado até aqui, e pegamos a direção a Cunha. Chegamos na localidade de Penha, onde ficam as cachoeiras Tobogã, Tarzã e o Engenho D'Ouro (alambique). O estacionamento custou R$ 5,00.  A cachoeira tem este nome, pois o pessoal escorrega das mais diversas maneiras.



Logo acima da Tobogã, fica a cachoeira do Tarzã, com ponte pencil e um pequeno bar/restaurante.






No Engenho D'Ouro, existe também degustação e venda de cachaça e de farinha de mandioca moída no local.






A localidade se chama Penha, pois este era o nome da primeira família que ali foi morar, e em 1963 ergueram uma igreja em homenagem a Nossa Senhora Da Penha.


Voltamos a Br101, e nos deslocamos 25 Km até a praia de Trindade. São 14/15 km no sentido de Santos, e depois mais 10 Km para dentro. Apesar de tudo asfaltado, estes 10 Km são estreitos e muito em descida. A primeira praia é Cepilho, paraíso dos surfistas. O tempo já estava com um pequeno chuvisqueiro.



Fomos em direção a vila de Trindade. Não sei se pelo fato de que já estava chovendo, mas não gostei. Achei muita muvuca. O acesso as praias é pelo meio dos casebres, muito buraco, uma bagunça geral. Talvez com tempo bom, as praias realmente sejam bonitas, mas nós almoçamos e retornamos a Paraty abaixo de chuva.

Chegamos a tempo do cafezinho com bolo na Pousada, para não perder o costume.


Fotografamos também a Rejane, que é uma gaúcha que mora em Paraty a anos, e estava ajudando o Eric na recepção da Pousada.


A noite jantamos no Miracolo novamente. O Possani e a Cris foram de pizza, o Paulo  de bauru e eu ataquei um espaguete com molho de camarão, que diga-se de passagem estava ótimo.


sábado, 24 de novembro de 2012

Viagem a MG - 19.Dia - 24/11/2012 - Paraty

O café da manhã da Pousada é bastante bom (não tanto quanto os de Minas Gerais), com 3 tipos de suco, mamão, abacaxi, 2 tipos de pães, bolo de chocolate, banana e fuba, café, leite, chá, iogurte, cereais e frios




O nosso dia hoje era dedicado a fazer um passeio de escuna pelas ilhas e praias de Paraty. O Possani e a Cris optaram por fazer na escuna vendida no hotel, que comporta até 150 passageiros. Eu e o Paulo optamos por fazer em um barco com menor numero de pessoas. Fomos até o cais e escolhemos a escuna "Rei Cigano", com capacidade para até 50 passageiros, mas que partiu com aproximadamente 30 passageiros. O preço por pessoa é de R$ 30,00 sendo praticamente padrão entre todas as escunas. A escuna partiu aproximadamente as 10:20 hs, para um passeio de 5 horas de duração. O almoço é servido a bordo, sendo opcional, e pode ser escolhido entre algumas alternativas apresentadas. A tripulação era composta por 5 pessoas, todas muito gentis e atenciosas, onde destacamos a Gisele e a Thais, marinheiras, sendo que a Gisele é também guia de turismo habilitada pela Embratur, sendo um dos poucos barcos que possui guia habilitado.




Nos afastamos do cais de Paraty, deixando para trás a bela vista da Igreja de Santa Rita, construída em 1722, e que hoje abriga o museu de arte sacra de Paraty.


A nossa direita, estava o Parque Nacional da Serra da Bocaina. Passamos pela Ilha do Bexiga e depois pelo Saco do Bom Jardim, onde existe a residência do dono da Paris Filmes.

Ilha do Bexiga
Saco do Bom Jardim, com a casa do dono da Paris Filmes
Passamos pelo Forte da Tapera, ainda preservado e que fica no continente, para em seguida passar pela Praia do Jurumirim, que é onde fica a casa de Amir Klink (que não possui luz elétrica).




Continuamos navegando, passando pela Praia da Kita e Morro da Ponta Grossa, onde existe uma comunidade.

Morro da Ponta Grossa
A esquerda fica a ilha do Mantimento, que tem este nome pelo fato de que os portugueses ali deixavam os mantimentos, quando a maré estava muito alta para chegar até a vila. Na ponta da ilha existe um castelo, de propriedade do empresário Sergio Maggiore.

Ilha do Mantimento
Toda esta região em que andamos pertence a baía da Ilha Grande que conta com 365 ilhas, sendo 65 em Paraty. Em toda está região existem mais ou menos 2000 praias. Passamos pela Ilha Comprida, cuja concessão é de Nagi Nahas (aquele mesmo do golpe financeiro).

Ilha Comprida
A escuna parou por mais ou menos 40 minutos na Praia da Lula, onde foi possível descer e ir até a praia.





Aqui cabe abrirmos um parenteses, e comentar que este passeio de barco foi o batismo de navegação do Paulo. Quando chegamos aqui na praia da Lula, ele já estava tão enjoado, que cancelou o almoço e foi o primeiro a descer para a praia, pois não estava aguentando o movimento do barco. Abaixo mostro algumas fotos dele na partida, no bote voltando da praia e depois sentado na escuna de onde não se mexeu até voltar ao cais.

Na partida, vamos lá...

Ai se esta coisa vira...

Deixa eu sair daqui...

Só saio daqui quando chegar no cais...
Durante o almoço, a escuna ficou parada a frente da ilha da Pescaria, local com pouca ondulação do mar.



Nossa última parada foi na Praia Vermelha, que tem este nome em função das Aroeiras que existem na beira, cujo grão é conhecido como pimenta vermelha. Neste momento, começou a chover um pouco.
No retorno, a correia do motor arrebentou, e enquanto o capitão consertava fomos rebocados por um período por outra escuna, mas nada que tirasse o brilho do passeio.

Passamos pelo Restaurante Kontik, que fica em uma ilha, e que possue barcos que trazem os clientes. A água doce da ilha, vem do continente através de tubulação.

Detalhe do motor da escuna

Restaurante Kontik

Escuna que nos rebocou por um trecho
Por volta as 16 hs estávamos novamente em Paraty. O site da escuna Rei Cigano é www.reiciganoparaty.com.br. Indo a Paraty, experimente.

No trajeto até a Pousada o Paulo fotografou a figura abaixo (pirata). Ele cobra alguns trocados para se deixar fotografar. Cabe citar que na noite anterior enquanto caminhávamos, passamos por ele, eu comentei  por brincadeira, que ele devia cortar os cabelos. O cara é tão tanso, que ficou indignado, nos chamou de burgueses e não se deixou fotografar. Hoje o Paulo fotografou sem ele perceber.




Encerramos a noite, jantando no Miracolo, que fica na Praça da Matriz, no Centro histórico de Paraty, que é restaurante, pizzaria, sorveteria, e lancheria.  A pizza é com uma massa bem fininha, muito boa. A cerveja não estava muito gelada, assim como o chopp Caborê (cerveja artesanal de Paraty), o que tirou um pouco o brilho do mesmo.